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sábado, 24 de dezembro de 2016

ROMANOS: CAP: 4

1. Que diremos sobre Abraão, nosso pai humano? O que ele alcançou? 2. Porque, se foi justificado pelas obras, Abraão tem do que se gloriar, mas não diante de Deus. 3. Que diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi atribuído como justiça. 4. Ora, o salário daquele que trabalha não lhe é atribuído como favor, mas como dívida. 5. Contudo, ao que não trabalha, mas crê naquele que justifica o ímpio, sua fé lhe é atribuída como justiça. 6. Assim também Davi fala da bem-aventurança do homem a quem Deus atribui a justiça sem as obras, dizendo: 7. Bem-aventurados aqueles cujas iniquidades são perdoadas, cujos pecados são cobertos. 8. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor nunca atribuirá o pecado. 9. Essa bem-aventurança é somente para os da circuncisão, ou também para os da incircuncisão? Pois dizemos que, no caso de Abraão, a fé lhe foi atribuída como justiça. 10. Como lhe foi atribuída? Quando ele foi circuncidado ou quando era incircunciso? Não quando foi circuncidado, mas quando ainda era incircunciso. 11. E recebeu o sinal da circuncisão, como selo da justiça da fé que teve quando ainda não era circuncidado, para que fosse pai de todos os que creem, estando estes na incircuncisão, a fim de que a justiça seja atribuída em favor deles; 12. ele é pai dos circuncisos, dos que não somente são da circuncisão, mas que também andam nas pisadas da fé que teve nosso pai Abraão, antes de ser circuncidado. 13. Porque não foi pela lei que Abraão, ou sua descendência, recebeu a promessa de que ele havia de ser herdeiro do mundo; ao contrário, foi pela justiça da fé. 14. Pois, se os que vivem pela lei são herdeiros, esvazia-se a fé, e anula-se a promessa. 15. Porque a lei produz a ira; mas onde não há lei também não há transgressão. 16. Por essa razão, a promessa procede da fé, para que seja segundo a graça, a fim de que a promessa seja confirmada a toda a descendência, não somente aos que são da lei, mas também aos que são da fé que Abraão teve. Ele é pai de todos nós 17. (como está escrito: Eu te constituí pai de muitas nações), perante aquele no qual ele creu, a saber, no Deus que dá vida aos mortos e chama à existência as coisas que não existem, como se já existissem. 18. Abraão, ao contrário do que se podia esperar, creu com esperança, para que se tornasse pai de muitas nações, conforme o que lhe havia sido dito: Assim será a tua descendência. 19. E, sem enfraquecer na fé, considerou que o seu corpo já não tinha vitalidade (pois já contava cem anos), e o ventre de Sara já não tinha vida. 20. Contudo, diante da promessa de Deus, não vacilou em incredulidade; pelo contrário, foi fortalecido na fé, dando glória a Deus, 21. plenamente certo de que ele era poderoso para realizar o que havia prometido. 22. Por essa razão, isso lhe foi atribuído como justiça. 23. Mas não é só por causa dele que está escrito que isso lhe foi atribuído, 24. mas também por nossa causa, a quem a justiça será atribuída, a nós que cremos naquele que ressuscitou dos mortos a Jesus, nosso Senhor. 25. Ele foi entregue à morte por causa das nossas transgressões e ressuscitado para a nossa justificação.

ROMANOS: CAP: 3

1. Então, que vantagem tem o judeu, ou qual a utilidade da circuncisão? 2. Muita, em todos os sentidos. Em primeiro lugar, porque as palavras de Deus foram confiadas aos judeus. 3. E então? Se alguns foram infiéis, a infidelidade deles anulará a fidelidade de Deus? 4. De modo nenhum! Seja Deus verdadeiro, e todo homem, mentiroso. Como está escrito: Para que sejas justificado em tuas palavras e venças quando fores julgado. 5. Mas, se a nossa injustiça demonstra a justiça de Deus, que diremos? Por acaso Deus é injusto por aplicar a sua ira? Estou usando critérios humanos. 6. De modo nenhum; do contrário, como Deus julgará o mundo? 7. Mas, se, para a glória de Deus, a sua verdade é ainda mais ressaltada por meio da minha mentira, por que ainda sou julgado como pecador? 8. E por que não dizemos, como alguns afirmam com calúnia que dizemos: Façamos o mal para que venha o bem? A condenação destes é merecida. 9. E então? Somos superiores a eles? De modo nenhum, pois já demonstramos que tanto judeus como gregos estão todos debaixo do pecado; 10. como está escrito: Não há justo, nem um sequer. 11. Não há quem entenda; não há quem busque a Deus. 12. Todos se desviaram; juntos se tornaram inúteis. Não há quem faça o bem, nem um sequer. 13. A garganta deles é um sepulcro aberto; enganam com a língua; debaixo dos seus lábios há veneno de serpente; 14. a sua boca está cheia de maldição e amargura. 15. Os seus pés se apressam para derramar sangue. 16. Nos seus caminhos há destruição e miséria; 17. e não conheceram o caminho da paz. 18. Não possuem nenhum temor de Deus. 19. Ora, sabemos que tudo o que a lei diz é para os que estão debaixo da lei que ela diz, para que toda boca se cale e todo o mundo fique sujeito ao julgamento de Deus. 20. Porque ninguém será justificado diante dele pelas obras da lei; pois pela lei vem o pleno conhecimento do pecado. 21. Mas agora a justiça de Deus se manifestou, sem a lei, atestada pela Lei e pelos Profetas; 22. isto é, a justiça de Deus por meio da fé em Jesus Cristo para todos os que creem; pois não há distinção. 23. Porque todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus; 24. sendo justificados gratuitamente pela sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus, 25. a quem Deus ofereceu como sacrifício propiciatório, por meio da fé, pelo seu sangue, para demonstração da sua justiça. Na sua paciência, Deus deixou de punir os pecados anteriormente cometidos; 26. para demonstração da sua justiça no tempo presente, para que ele seja justo e também justificador daquele que tem fé em Jesus. 27. Assim, onde há motivo para orgulho? Foi excluído. Por qual lei? Das obras? Não, mas pela lei da fé. 28. Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei. 29. Será que Deus é somente dos judeus? Não é também dos gentios? É também dos gentios, 30. visto que Deus é um só, o qual justificará por meio da fé os da circuncisão, e também por meio da fé os da incircuncisão. 31. Por acaso anulamos a lei pela fé? De modo nenhum; pelo contrário, confirmamos a lei.